terça-feira, 15 de novembro de 2016

Exame avalia conhecimento de alunos de escolas públicas

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Nos próximos 10 dias, 2.707.348 alunos do terceiro ano do ensino fundamental das escolas públicas vão passar pela Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). O exame, uma das principais iniciativas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), verifica os níveis de alfabetização e letramento em língua portuguesa e em matemática e também as condições de oferta do ciclo de alfabetização das redes públicas.

A terceira edição da ANA é aplicada em 5.545 municípios, 48.860 escolas e 106.575 turmas. Por ser uma avaliação censitária e direcionada a crianças, as provas são divididas em dois dias. Os alunos têm de responder a 20 questões de língua portuguesa e 20 de matemática.

Segundo Luana Bergmann, da Diretoria de Avaliação da Educação Básica (Daeb) do Inep, os últimos resultados da ANA, referentes a 2014, apontam o desafio brasileiro para elevar a qualidade da educação ofertada desde os primeiros anos de escolarização. Para ela, a alfabetização é um dos pilares para que as crianças possam dar continuidade plena à aprendizagem nas etapas seguintes da vida.

Inclusão
Este ano, a ANA inovou no acesso a instrumentos de inclusão. Segundo o Censo da Educação Básica, cerca de seis mil alunos têm necessidades especiais. Por isso, são atendidas em ambientes apropriados, contam com provas ampliadas e em braile, além de provas traduzidas para videolibras, que é um recurso adotado pelo Inep. Além disso, profissionais especializados, como ledores, transcritores e guia-intérprete, vão auxiliar na realização das provas.


Esta edição do exame conta com 326 atendimentos especializados para cegueira, 26 para surdocegueira, 1.080 para surdez, 4.562 para baixa visão, 86.456 para outras deficiências e transtornos.

Para a diretora de gestão e planejamento, Eunice Santos, esse esforço de inclusão é fundamental para garantir o diagnóstico da alfabetização brasileira. “A ANA é um dos mais importantes instrumentos para a gestão das políticas de educação no Brasil”, diz. “Precisamos garantir que nossas crianças aprendam a ler e a escrever na idade adequada."

Aplicação

Mais de 44 mil pessoas estão envolvidas na aplicação do exame, que ocorre nas próprias escolas. Todos os envolvidos passaram por capacitação e curso de alinhamento em plataforma de ensino a distância para garantir a coleta de dados de modo padronizado. O consórcio aplicador da edição de 2016 é composto pela Cesgranrio, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Centro de Apoio à Educação a Distância (Caed).

Do Portal Brasil, com informações do MEC