sexta-feira, 21 de outubro de 2016

No RN, mulher baleada pelo próprio filho tem morte cerebral decretada

Casa onde o homem atirou na própria mãe está cercada pela polícia (Foto: PM/Divulgação)

Teve morte cerebral decretada na manhã desta sexta-feira (21), após passar dois dias internada em estado grave no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, na capital potiguar, a dona de casa Maristela Soares Barbosa, de 55 anos. Ela foi baleada no pescoço pelo próprio filho. O crime aconteceu na manhã da quarta-feira (19) em Monte Alegre, cidade da Grande Natal. O autor do disparo, o vigilante Flávio Barbosa Silva, de 36 anos, está preso. A motivação do crime ainda está sendo investigada.

Além de atirar na própria mãe, Flávio também fez a avó, uma idosa de quase 100 anos, e a filha, uma adolescente de 13 anos, reféns. Foram quatro horas de negociação até ele se entregar à polícia. Inicialmente autuado por tentativa de homicídio e cárcere privado, ele agora deverá responder por lesão corporal seguida de morte. “Primeiro é preciso que a perícia confirme que a vítima morreu em decorrência do disparo”, ressaltou o delegado Delmontiê Falcão.

 “Faz algum tempo, ele sofreu um acidente de moto. E de lá pra cá, ficou violento. Já havia agredido a esposa e coisas do tipo. Hoje, ele discutiu com a mãe e ninguém sabe o motivo dele ter atirado nela. Junte a esse histórico de violência o uso de drogas e você vai ter como resultado essa tragédia toda. O conheço desde criança. Foi meu aluno, assim como a mãe dele. É gente de bem, de família decente. Lamentável”, disse um professor que pediu para não ser identificado.

Doação de órgãosA morte cerebral da dona de casa foi confirmada pelo irmão dela. Em contato com o G1, Arlindo Barbosa disse que a família avalia a possibilidade de autorizar a doação de órgãos. “Vamos nos reunir com o Serviço Social do hospital e ver o que pode ser feito a este respeito”, afirmou.

Ainda de acordo com Arlindo, a providência inicial é liberar o corpo, que primeiro será levado para necropsia no Instituto Técnico de Polícia (Itep). “Só depois é que vamos ver como faremos o velório e o sepultamento dela”, acrescentou o irmão.

Do G1/RN