terça-feira, 22 de março de 2016

Região de Umarizal desponta com produção de maracujá


Com características de clima e solo propícias e mercado receptivo, o plantio de maracujá amarelo está despontando em vários municípios que congregam a região de Umarizal, no Alto Oeste potiguar, a partir do trabalho de assistência técnica da Emater-RN.

A partir de julho do ano passado, os técnicos da instituição desenvolveram um estudo para diagnosticar as potencialidades da região para essa cultura, e que resultou numa proposta de projeto para ser incrementado de maneira sistemática.

De acordo com o técnico agrícola Everton Mesquita, extensionista da região de Umarizal, o plantio de maracujá se mostra como uma opção de renda para os agricultores e agricultoras familiares.

Apesar do grande consumo da fruta nos mercados locais, praticamente todo o maracujá consumido na região vinha da Bahia. Alguns produtores familiares arriscavam uma produção tímida da fruta, que quase sempre não vingava. Mas, com uma assistência técnica continuada, promovida pela Emater-RN, o cultivo está se expandindo. Os técnicos perceberam que os produtores não faziam a correta polinização. “Mudamos o sistema de produção, realizamos intercâmbios e colocamos a proposta em execução desde o ano passado”, disse o técnico agrícola. A produção das mudas é feita na própria região.

Seis municípios da região mantém a produção de maracujá: Viçosa, Serrinha dos Pintos, Frutuoso Gomes, Olho D´Água dos Borges, Umarizal e Antônio Martins. A intenção dos técnicos da Emater-RN é expandir essa proposta em breve para Patu, Messias Targino, Janduís e Almino Afonso, além de aumentar o número de produtores em cada município onde a implantação já aconteceu. Até o momento, Serrinha dos Pintos é o município que mais congrega produtores, quatro ao todo. Os demais, por enquanto, possuem de um a dois produtores atuando com maracujá. As jovens mulheres rurais estão se destacando nesse tipo de cultura. Várias possuem empregos na área urbana, mas tem em mente empreenderem nas propriedades familiares, como forma de ampliar a renda no campo.

A produção segue os preceitos da agroecologia, ou seja, sem uso de agrotóxicos. Uma das áreas mantém produção consorciada com palma e manga. Uma das formas de cultivo que está sendo adotada é o plantio dentro de pneus, que funcionam como barreiras para possíveis alagamentos, conservando a planta.

Segundo Everton Mesquita, a ideia é firmar parcerias com a Ufersa e o IFRN para ampliar a proposta.

Além de utilizar a fruta para sucos, a intenção é agregar valor ao produto e utilizá-lo como matéria-prima para doces, licores, bolos e outras iguarias.

A assistência técnica da Emater-RN é assegurada para produtores independentemente da área de cultivo. Porém, em escala comercial, é recomendado o plantio a partir de um hectare, que em média acomoda 1300 pés de maracujá. Para a primeira a produção de frutos, os maracujazeiros levam de seis a oito meses. Já a segunda safra diminui para um período de dois a quatro meses até que o fruto seja colhido. Para o produtor permanecer com uma produção satisfatória e constante, o ideal é garantir o replantio a cada dois anos.