terça-feira, 15 de março de 2016

Enxoval do bebê: Fique de olho na segurança do que comprar



A escolha do enxoval é uma das etapas mais deliciosas da espera pelo nascimento do bebê. É um momento em que você fica só imaginando como será o rostinho do seu bebê que vai usar todas as roupas, que dormirá no berço ainda vazio e que gastará o massivo estoque de fraldas que ocupa boa parte do seu armário. Mas, para evitar sustos, é importante ter alguns cuidados na escolha de cada peça que fará parte do enxoval. Confira quais são eles:

- Sinta o tecido. De nada adianta a roupa ser digna de capa de revista se a malha for dura e desconfortável para o bebê. Quanto mais naturais e menos sintéticos os tecidos, melhor.

- Repare nas costuras. Fios mais grossos, como os de náilon, estão proibidos porque machucam a pele do bebê. Preste atenção, inclusive à linha usada para prender as etiquetas.

- Fique atento aos cordões. A criança pode puxá-los e acabar se enrolando – se for um capuz, pior ainda, porque para enroscar no pescoço da criança. O certo é que o cordão seja costurado dentro do passador – e assim não consiga se mover – e que, no máximo, 7 centímetros de cordão para cada lado fiquem de fora.

- Esqueça os penduricalhos. Pingentes, botões, tudo isso pode se soltar e ir parar na boca do bebê.

- Zíper só com forro. Além do metal ter grande chance de irritar a pele do bebê, sem o forro, você pode até beliscar – sem querer, é claro – a pele do seu filho na hora de subir o fecho.

- Sem firulas. Já se foi a moda da customização de chupetas, mas, mesmo assim, vale relembrar que lacinhos, cristais de strass, adesivos, nada disso deve ser utilizado para “embelezar” chupetas e mamadeiras. E por um motivo bem simples: esses adornos podem se soltar e serem engolidos pelo bebê.

- Não é porque é menina... O ideal é não usar presilhas de cabelo. Mas, se colocar, é preciso ter uma supervisão constante. Na hora de comprar, lembre-se que as presilhas do tipo tic-tac soltam  com bastante facilidade. Faixas de cabelo são mais difíceis de a criança engasgar, mas, se a criança puxar, pode ficar ao redor do pescoço.



- Berço livre. Protetor de berço, travesseiros, naninha,ursinhos... Nada disso deve estar dentro do berço do bebê. Isso porque eesses objetos macios podem se moldar a qualquer superfície, como o rosto, obstruindo as vias aéreas - nariz e boca - ao mesmo tempo. Como o bebê até os primeiros meses não tem força no pescoço para puxar a cabeça para trás e respirar, há risco de ele se sufocar.

- Só com certificação. Brinquedos, pelúcias, chupetas, mamadeiras, apenas compre esses produtos com o selo de aprovação do Inmetro.  O mesmo vale para os carrinhos, bebês-conforto, cadeirões, banheiras e outros itens.

- Segurança à prova. Antes de levar para casa o carrinho, teste os itens de segurança, como os freios, as travas e o cinto de segurança. No caso dos berços, que desde 2014 só podem ser comercializados com o selo do Inmetro, é importante que a trava que não deixa a grade baixar funcione e, principalmente, que o espaçamento entre elas varie de de 4,5 a 6,5 cm, o que impede o bebê de enfiar a cabeça entre os espaços. Lembre-se também que, para o bebê conforto e a cadeirinha, apenas os de cinco pontos ficam realmente presos ao banco do carro.

Do IPEM/ASSECOM
Por Por Revista Crescer