terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Morte de 60 toneladas de peixe no interior do RN teve causas naturais, diz Igarn



Para o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (Igarn) a morte de mais de 60 toneladas de peixes na Barragem de Umari, em Upanema, no dia 19 de janeiro, foi causada por falta de oxigênio na água.

De acordo com o diretor presidente do Igarn, Josivan Cardoso, a diminuição da capacidade do reservatório associada à concentração de nutrientes gerou um consumo maior de oxigênio especificamente naquele local.

Segundo o diretor, isso prova que os demais padrões de qualidade da água atualmente analisados pelo Igarn dão conta de que as séries históricas estão dentro da normalidade, visto que o acidente foi causado por um fenômeno natural e isolado.

Ainda de acordo com o diretor, a falta de oxigênio aconteceu principalmente pela alta concentração de amônia na água, que é uma substância nociva e pelo alto teor do PH da água, gerando um consumo maior pelos microrganismos ali existentes.

Josivan Cardoso analisa que o aumento dessa concentração de amônia pode ter sido causado pelo depósito de água de chuvas ocorridas dias antes, levando bastante quantidade de outros microrganismos para aquela localidade.

De acordo com Sérgio Braga, presidente da Cooperativa dos Piscicultores do Rio Grande do Norte (Coopim/RN), a mortandade dos peixes causou um prejuízo sem precedentes aos produtores locais.

Segundo ele, pelo menos seis produtores foram atingidos, sendo que três perderam toda a produção. “Esses peixes seriam comercializados na Semana Santa, agora o prejuízo é grande porque não há muito o que fazer em cima da hora”, declarou.

O subsecretário da Secretaria da Agricultura, da Pecuária e da Pesca do RN, Antônio Cortez, explicou que os prejuízos atingem a produção em cadeia, pois interfere em vários setores produtivos.

“Veja o exemplo dos produtores de ração que deixaram de comercializar 90 mil quilos de ração, o que gerou um prejuízo de R$ 135 mil aos empresários do setor”, pontuou.

Por Saulo de Castro
Do Portal no Ar