quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Forças Armadas multiplicam por 10 número de homens no combate a mosquito



As Forças Armadas vão ampliar sua participação nas ações de combate ao Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da chinkungunya e do Zika vírus. Aproximadamente 220 mil militares vão atuar em cerca de 300 municípios para destruir os focos de proliferação do mosquito. A medida foi anunciada pelo ministro da Defesa, Aldo Rebelo, nesta quarta-feira (27).

"As forças armadas já exercem essa função auxiliar desde o primeiro momento do combate ao mosquito Aedes aegypti. Não é uma iniciativa isolada nem pioneira", disse o ministro. Atualmente, pouco mais de 2,2 mil militares trabalham nessa linha de ação.

Rebelo disse que, com a ampliação do número de militares na ação, 60,4% do efetivo das Forças Armadas estará atuando no combate ao mosquito. A atuação deles vai atender tanto o critério de proporcionalidade existente em cada Estado quanto a incidência do Aedes aegypti já detectados.

O trabalho que vai ser desenvolvido pelos militares será realizado em quatro etapas. O primeiro passo será um mutirão para eliminação de possíveis focos dentro das organizações militares. Esse trabalho vai começar na próxima sexta-feira (29) e deve ser concluído no dia 4 de fevereiro.



Na sequência, no dia 13 de fevereiro, os militares devem atuar em cerca de 300 municípios, incluindo todas as capitais e 115 cidades consideradas endêmicas. Nessa fase, eles vão trabalhar com a mobilização da população, com a distribuição de panfletos informativos com orientações sobre a importância do engajamento dos cidadãos.

Segundo o Ministério da Defesa, não existe efetivo militar instalado em 59 das cidades consideradas endêmicas, mas isso não vai impedir o deslocamento de tropas para combater o mosquito. A expectativa é que, no total, três milhões de residências sejam visitadas nessa fase.

Entre os dias 15 e 18 de fevereiro deverá ser realizada a terceira fase desse plano de ação. Nela, 50 mil militares trabalharão em coordenação com o Ministério da Saúde e autoridades locais, inspecionando os possíveis focos de proliferação do mosquito e aplicando larvicida em criadouros, quando esses forem detectados.

A última etapa do plano, que ainda está em processo de discussão, deverá levar militares para escolas, buscando o apoio de crianças e adolescentes no combate ao mosquito.

Rebelo acredita que esse trabalho de conscientização de toda a população brasileira é essencial para que o país tenha êxito na diminuição de casos de doenças. "Não adianta você erradicar os focos de mosquito da sua casa se seu vizinho não fizer a mesma coisa", explicou.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Defesa